Síntese De Um Ano De Trabalho

Ao tomar posse, em janeiro de 2020, a Direção Nacional da ASSP (DN) aprovou um documento de trabalho, a desenvolver no ano que agora termina, que pôs imediatamente em prática, guiada pelas orientações nele definidas, dando desde logo prioridade a um mais estreito acompanhamento das nossas Residências e à sua gestão, para conseguir melhorar os resultados financeiros, mantendo ou até melhorando, sempre que possível, a qualidade dos serviços prestados.

Não imaginámos, nessa altura, que em março seríamos surpreendidos pela pandemia gerada pela doença conhecida por covid-19 e que tudo teria que ser diferente a partir desse mês.

Em consequência, encerrámos as Delegações, a Casa da Torre e a Casa Albarraque Costa, pararam os projetos pedagógicos Terras de Santa Maria, em São João da Madeira, ASSP’XL, em Guimarães e ASSP é Top, em Pechão, Faro/Olhão. Os trabalhadores da sede ficaram em teletrabalho e os restantes em lay off, mantendo-se em pleno funcionamento as nossas quatro estruturas residenciais para idosos – as Residências ASSP.

Quanto a elas, mesmo antes da DGS obrigar à existência de Planos Contingência, já as quatro Residências tinham elaborado e aplicado os rigorosos Planos de Contingência, com o necessário cuidado e profundidade, com desempenhos inexcedíveis, em dedicação, carinho e profissionalismo.

A responsabilidade da gestão das Residências tornou-se enorme. A saúde dos 130 residentes e a dos trabalhadores de cada uma delas, passou para primeiro plano. Todas as decisões tiveram que ser criteriosamente escolhidas, para que fossem consideradas as mais corretas em cada momento e tomadas atempadamente.

O acréscimo de custos com os recursos humanos e de natureza financeira foi e está a ser grande, mas valeu a pena - nas nossas Residências não temos casos de covid-19.

A DN reuniu mensalmente com as Direções das Residências, à distância e presencialmente, para lhes proporcionar o apoio que a ASSP desejou manifestar-lhes e com o intuito de procurar assegurar o máximo controlo das despesas.

A par deste desempenho, fomos colocando em prática as diversas fases e atividades previstas no documento de trabalho já referido. Elas presumem ser prioritário procurarmos ter, como Associação, uma maior ligação aos jardins-de- infância, às escolas dos 1.º, 2.º, 3.º ciclos do ensino básico e dos ensinos secundário e superior, politécnico e universitário, dos setores público e privado. Neste sentido, realizaram-se reuniões e contactos com Direções-Gerais do Ministério da Educação, com a Secretaria de Estado do Ensino Superior, com a Associação dos Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo, com a Associação de Dirigentes Escolares, com a Associação dos Diretores dos Agrupamentos de Escolas e com o Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup), à semelhança das que realizámos com a FENPROF e a FNE, tendo em vista um trabalho conjugado, favorável a uma maior e mais eficaz divulgação da ASSP, da solidariedade ativa que ela pode representar e do que a ASSP tem para oferecer, também à generalidade dos educadores de infância e dos professores no ativo.

Enquanto este trabalho decorreu, publicaram-se quatro BI, catorze Newsletters, três Pastas Partilhadas e foi elaborada uma nova brochura, atualizada e integrada no plano de divulgação da ASSP.

Nos últimos dez meses do ano que agora termina, todos nós, Associados, passámos por um desgaste emocional muito significativo nas nossas vidas privadas e familiares. Pela nossa parte, como dirigentes da ASSP, ele foi extensivo à gestão global de uma Associação com quase 11000 associados, quatro Residências, 150 trabalhadores, quinze Delegações e três projetos de natureza pedagógica.

Nesta oportunidade, e pelo impacto que teve na vida da Associação, neste longo período, marcado pelo confinamento obrigatório, a DN agradece, reconhecida, aos trabalhadores da ASSP, a dedicada entrega às suas funções, com particular destaque para as diretoras técnicas das Residências, para as equipas de saúde, para as e os auxiliares de ação direta e restantes operacionais de cada uma delas.

A DN agradece igualmente aos colegas que nas Delegações foram fazendo o seu melhor, não se afastando dos Associados e das suas restantes responsabilidades.

Entretanto, proporcionámos aos Associados, que se inscreveram para o efeito, férias num apartamento que uma Associada legou à ASSP, no Alvor, a um preço irrisório, negociámos com entidades bancárias quando foi necessário fazê-lo, contratualizámos uma empresa de contabilidade, depois de uma funcionária deste setor de atividade ter rescindido o seu contrato de trabalho, com racionalização de custos e da gestão dos recursos humanos, iniciámos a acreditação da Associação como entidade formadora, junto do Conselho Cientifico e Pedagógico da Formação Continua e, noutra dimensão, perante a Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), realizámos três Conselhos Consultivos, com sessões em junho, setembro e novembro. Destacamos a do mês de junho, dedicada a analisarmos e debatermos o que queremos que seja a nossa Associação.

Foram realizadas duas Assembleias Gerais de Associados, para aprovação do Relatório e Contas de 2019 e do Plano de Atividades e Orçamento para 2021, tendo a última aprovado também o aumento da quotização, que, apesar de reduzido impacto para cada Associado, tem elevado significado para a estabilização das contas da Associação, no percurso que desejamos que ela faça para a perenidade da sua existência e para que mais solidariedade possa acontecer. 

Chegamos assim ao termo do difícil, mas finito ano de 2020, na expectativa e na esperança que o ano vindouro prove que a pandemia que alterou as nossas vidas terminará e que 2021 nos traga progressivamente a tranquilidade de que precisamos, para que solidariamente possamos continuar a fazer da ASSP uma grande associação de professores, capaz de crescer e de se renovar, se cada Associado trouxer outro consigo e no seguimento da intensificação da divulgação em curso.

 

29 de dezembro de 2020

A Direção Nacional